Eu sou assim. Não sou daquelas pessoas que dizem: se quiser que me amem como sou, me aceitem ou me deixem. Principalmente porque não acho que as minhas manias possam ofender alguém a este ponto. Mas uma das minhas características (uma bem forte) é que não sou apegada a veículos de comunicação. Você deve estar se perguntando. – Mas você não é redatora? – Não passa 10 horas na frente de um computador todos os dias? – Não fala pelos cotovelos e adora postar fotos? Sim, sou eu mesma. E amo o meu trabalho, mas não é exatamente isto que me define.
Desde pequena aprendi a saber que horas são. Sempre quando acordo são 8h da manhã. A partir daí levo em média meia hora para me arrumar. Chego ao serviço às 9h. Começo a sentir fome 11h30. Almoço em 1 hora. E por aí vai. Eu sei, através do meu corpo (não é olhando para o céu) que horas são. Por isso, nunca precisei usar relógio. Já comprei alguns quando aquele dourado tava na moda, outra vez um vermelho transparente. Mas sempre acabaram abandonados em uma caixa de bijus, já no terceiro dia.
A mesma coisa acontece com os computadores. Gosto de checar meus emails. Ler o blog da Lia, do Gabito Nunes e da Tati Bernardi. Ver o horóscopo do dia. Abro o Messenger só para ver se minha melhor amiga aparece e está precisando de alguma coisa. Boto o papo em dia, mas logo me desconcentro. Abro o facebook. Fecho. E quando chego em casa tudo o que mais quero é não ter mais que ver um computador. Me desconectar geral. Nunca mais saber do que está acontecendo no mundo. Alheia mesmo, com a certeza de que nada vai mudar porque estou desinformada, que os tsunamis no Japão, os paredões do BBB, não dependerão de mim para acontecer.
Agora o celular. Este sim, não vejo utilidade. Posso levantar quantas bandeiras forem preciso para dizer que para mim não serve nem para acessório. O meu além de tudo é feio. Já caiu trocentas vezes no chão, não toca, não guarda agenda telefônica, e eu desligo antes mesmo de servir como despertador. Apesar de ninguém entender, de meus amigos acharem que é pessoal e jurarem que só me ligam quando estão mesmo precisando resolver algo urgente não me sinto capaz de resolver coisas urgentes, não sou essa pessoa, sinto muito. Posso ouvir, horas se for preciso, mas não tenho respostas prontas. E realmente me irrito com qualquer toque que coloco nele. Por isso para este ser extraterrestre, inoportuno, eu nunca estou. O que interessa aonde estou, para onde vou, o que estou fazendo.
No tempo das cartas, telefone só em casa, conversas cara a cara a vida era tão mais intensa, divertida. Sei que nos dias de hoje (olha a velha falando) isto não é possível. Sei que não inventaram o relógio, computador ou celular para me agredir. Mas... ah, também odeio óculos.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Morrer de sono é só uma expressão
Às vezes, a gente deixa muitas coisas passarem por pura preguiça de estender os braços e encostar na felicidade. As coisas estão acontecendo, pulsando, modificando tudo à sua volta e você não consegue nem virar o pescoço para o lado, muito menos abrir os olhos. É preciso fazer uma força sobrenatural se quiser acompanhar, e mesmo assim não dá para estar em 5 lugares ao mesmo tempo. Fato. Mas você poderia ao menos escolher onde quer estar. Sugestão: algo que não seja sempre a sua cama, sofá ou afins.
Foi o que eu fiz. E meu conselho de hoje é que façam o mesmo. Como sabem, voltei de uma viagem de carnaval a mil por hora, trabalhei quinta e sexta, e quando o final de semana tinha tudo para ser tranquilo (até demais), peguei forças do além e enfrentei uma viagem de 7 horas para poder matar um pouquinho as saudades.
Foi a madrugada inteira dirigindo com os olhos pregados no volante, enfrentando a chuva, a estrada e os pedágios cada vez mais assustadores. Passei pelo meu sogro, dei parabéns ao meu afilhado e terminei o dia conhecendo o bebezinho fofo na minha amiga de Ribeirão. Briguei contra o tempo, mas principalmente contra o sono. Mas venci esta batalha, orgulhosa do meu esforço.
Então, quando você estiver cansado, seu corpo não parecer mais resistir, for mais forte que você, você pode tranquilamente se entregar ao sono (dormir continua sendo o meu maior pecado), mas você também pode fazer acontecer. Pode pegar o restinho de ânimo que lhe resta e abrir os olhos.
Foi o que eu fiz. E meu conselho de hoje é que façam o mesmo. Como sabem, voltei de uma viagem de carnaval a mil por hora, trabalhei quinta e sexta, e quando o final de semana tinha tudo para ser tranquilo (até demais), peguei forças do além e enfrentei uma viagem de 7 horas para poder matar um pouquinho as saudades.
Foi a madrugada inteira dirigindo com os olhos pregados no volante, enfrentando a chuva, a estrada e os pedágios cada vez mais assustadores. Passei pelo meu sogro, dei parabéns ao meu afilhado e terminei o dia conhecendo o bebezinho fofo na minha amiga de Ribeirão. Briguei contra o tempo, mas principalmente contra o sono. Mas venci esta batalha, orgulhosa do meu esforço.
Então, quando você estiver cansado, seu corpo não parecer mais resistir, for mais forte que você, você pode tranquilamente se entregar ao sono (dormir continua sendo o meu maior pecado), mas você também pode fazer acontecer. Pode pegar o restinho de ânimo que lhe resta e abrir os olhos.
Sal
Quando a saudade insiste em bater não exita.
Muitas vezes estamos perto demais, mas não o bastante para ficarmos próximos, sentir o colo, a pele, a respiração.
Tem gente que conta as horas, vira folhinha, risca agenda, e ansiosos agarram o momento como o próprio fôlego, só para ficar junto. Entre soluços e sorrisos, não se quer pensar em nada, é o não ter tempo a perder.
Apreensivos, muitas palavras se escondem nos vincos da razão. Mas quando não temos motivo ou deixamos o coração divagar é que encontramos sentido apenas com um olhar.
Ninguém segura as lágrimas, insistentes turvam minha visão. Por isso fico aqui parada, espero por suas mãos. Não sei como reagir ou quanto tempo vai ter que passar para que eu entenda porquê são as lembranças as responsáveis pelo meu caminhar.
Estrada de ida, viagem de volta. Nem preciso fechar os olhos para estar com você.
Assim, encurto a distância, descanso em teu peito e tenho a certeza que não é mal nenhum querer voltar.
Aprenderemos a ser pacientes, parar um instante pra dar lugar ao sol que se põe,
buscar a resposta que já mora dentro da gente, e seguir em frente sem arrependimentos.
Muitas vezes estamos perto demais, mas não o bastante para ficarmos próximos, sentir o colo, a pele, a respiração.
Tem gente que conta as horas, vira folhinha, risca agenda, e ansiosos agarram o momento como o próprio fôlego, só para ficar junto. Entre soluços e sorrisos, não se quer pensar em nada, é o não ter tempo a perder.
Apreensivos, muitas palavras se escondem nos vincos da razão. Mas quando não temos motivo ou deixamos o coração divagar é que encontramos sentido apenas com um olhar.
Ninguém segura as lágrimas, insistentes turvam minha visão. Por isso fico aqui parada, espero por suas mãos. Não sei como reagir ou quanto tempo vai ter que passar para que eu entenda porquê são as lembranças as responsáveis pelo meu caminhar.
Estrada de ida, viagem de volta. Nem preciso fechar os olhos para estar com você.
Assim, encurto a distância, descanso em teu peito e tenho a certeza que não é mal nenhum querer voltar.
Aprenderemos a ser pacientes, parar um instante pra dar lugar ao sol que se põe,
buscar a resposta que já mora dentro da gente, e seguir em frente sem arrependimentos.
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