quinta-feira, 28 de abril de 2011

Casamento real

Hoje, bem como no último mês, o assunto foi um só: o casamento do príncipe William com Kate, a plebéia. Teve gente que disse até que vai acordar amanhã, 5h30 da madrugada, para não perder nenhum lance. Confesso que amo casamentos, mas como não fui convidada vou poupar meu soninho da beleza.

Os reles mortais brasileiros até brincaram no facebook de como se vestiriam e que presente dariam na ocasião (eu iria no bonde da van e daria um faqueiro para passar despercebido com outros 649 milhões que irão ganhar).

Como o tema tem sido muito presente na minha vida (acabei de ler um livro todo do Gabito Nunes e não paro de pensar o que fazer no domingo para comemorar um ano de bem-casada) comecei a me questionar:

- Será que toda essa atenção da mídia é a última oportunidade de alimentar os sonhos dos contos de fada? Ou o último grito da moda?
- Será mais uma história de final feliz?
- Será que os pombinhos (feios, porém trilhardários e apaixonados) que terão um casamento de realeza, conseguirão viver em um casamento real?

Torço para que sim. Acho que todos que acreditam no amor ou mesmo aqueles que vendem souveniers e respiros de felicidade na primeira capa da revista também torcem.

Já eu quero muito mais do que ver a roupa que os famosos usaram na ocasião, as flores que enfeitaram o altar, o coral que embalou a cerimônia. Eu quero é ver o brilho nos olhos da menina, a sensação de colocar um vestido de noiva, e a maneira que ele a beijou como se dissesse: - Não me importa mais nada no mundo. Você é a minha princesa.

E viveram felizes para sempre...

O que não faz um bom moleton

Não sei se este friozinho é um prenúncio do inverno, mas os ânimos não estavam tão alterados, e as pessoas mais solidárias, chiques e cheirosas.

Uma menina sentou ao meu lado. Pelo choro baixinho e calmo parecia nunca ter chorado. E se enfrentava a primeira dor da sua vida não passava dos 18 anos. Era linda. Não, não fui inconveniente. Não olhei para ela. Mas seu choro me dizia que era linda, estava se sentindo muito sozinha, e não queria incomodar.

Aos poucos o ônibus foi seguindo o seu caminho. Até o motorista estava mais calmo, fazendo fluir a viagem em um único compasso. Dormimos. Um silêncio tomou conta do nosso cansaço.

Acordei com a menina deitada no meu ombro direito. Estava ali, tão acolhida, que eu seria capaz de andar mais 3 horas só para não acordá-la. Nesta mesma hora fui surpreendida com o seu braço se entrelaçando ao meu. Pensei: deve estar tendo um sonho bom...

Não demorou muito, meu ponto chegou. Finalmente olhei para ela. O rosto clarinho marcado com rímel. O mesmo que escorreu enquanto ela chorava. Longos cabelos castanhos. Um suéter vermelho.
-Desculpe, mas preciso descer.

Ela acordou assustada e mais que prontamente pediu 13 desculpas em um só segundo: - Desculpa eu, desculpa eu, desculpa eu, por favor, eu quem peço desculpas. Levantou para que eu passasse. E quando se sentou novamente se despediu dizendo: - Muitooooo obrigada.

Sabe, às vezes a gente deixa de ajudar os amigos que mais precisam com palavras de conforto ou com as mesmas dicas semi-prontas que servem para solucionar qualquer problema, porque se sente cansado. Mas não adianta fugir. Mesmo sem querer, mesmo dormindo, quando menos se espera, você pode ajudar um desconhecido. Basta usar um moleton.

Joga fora (no meu lixo)

Tá certo. Assumo. Desta vez fui eu quem atrasei. É porque como fez um friozinho, e isto não acontece todos os dias, fiquei empolgada em começar a tirar do armário minhas roupas preferidas (mimimi).

Escolhi essa blusa cinza que comprei em Londres quando fui visitar a Tatá. Não lembro a loja, só que custava 3 libras. Não é o máximo? Lá fora faz 15 graus e estou completamente convencida de que ela basta (espero pensar o mesmo até anoitinha, rsrs).

A calça é um brim preto que ajusta na perna e por isso, a única que veste bem com bota. Esta minha bota é velhinha, mas acho um charme. Só não sei como vou descer a ladeira com o saltão que não estou mais habituada. Como viram, estou correndo muitooooos riscos hoje.

Não dá pra ver, mas quebrei a seriedade com uma sombra azul, comecei a usar rímel (estou me sentindo o poder) e hoje estou apenas com um brilho labial. O brinco é uma gota prata fosca (amooooo).

Então, aí também chegou uma frente fria? Vocês preferem o inverno ou o verão? O que acharam do look? Caiu bem? Devo jogar fora no seu lixo?

Abraços fofos e aconchegantes,

Ellen :)