quarta-feira, 18 de maio de 2011

Esquentando


Meu novo cantinho na agência

Vou confessar que adoro mudar de cidade, de País, fazer um monte de cursos diferentes, mas tudo isso para conhecer gente nova. Mudar de prédio por mudar ou de sala (como foi o caso), com o propósito de aumentar o conforto, me deixa um pouco desconfortável.

Eu me adapto bem. Sentei aonde escolhi. Já trouxe os badulaques, a foto do marido, as canetinhas e blocos de anotações. Mas até me sentir em casa demora um tempo.

Ontem saí da sala dos chefes e passei a trabalhar na sala da criação. Bom para mim, vocês devem estar pensando. Afinal, sou da criação.

Agora a tela do meu computador dá de frente para parede. Bom para mim, vocês devem estar pensando. Agora ninguém vai vigiar quando eu estiver no msn ou no facebook.

Tenho uma janela bem nas minhas costas onde posso abrir e fechar a hora que eu quiser. Bom para mim, vocês devem estar pensando. Nem tanto, porque não posso deixar o ar-condicionado vazar.

E cadê a parede de por o pé? Onde foi parar a TV que eu assistia Law & Orders na hora do almoço? Minha cadeirinha preferida que já tinha o formato da minha soneca?

Agora a cada cruzada de perna bato no coleguinha da frente. Tudo bem, posso ler minha revista preferida, mas tem outros 3 trabalhando enquanto faço isso (e a cara de pau). Tudo o que eu mais queria era um puff para colocar aqui do lado. Se eu pudesse ainda pegar o note e trabalhar deitado nele seria um paraíso. (Não dá pra negar que até hoje aqui sempre foi o paraíso. Nada a reclamar).

O que eu quero dizer é que mudar é sempre difícil, ainda mais quando mudam pela gente. Às vezes chego em casa, me deito no sofá e fico olhando as paredes coloridas que gosto tanto, pensando que daqui 1 ano e meio vou ter que devolver o apartamento para dona. O contrato vence. A vida segue em frente. E se chegar um novo morador (um baby. por exemplo) vai requerer mais espaço. De novo o conforto como justificativa.

Mas a verdade verdadeira é que nada muda se o pensamento não mudar. E eu fico aqui, no meu novo cantinho na agência.









Make, make, make amoooo

É a primeira vez que vou falar de maquiagem e vou dizer porquê.

1) Nunca foi minha especialidade. Tenho fotos de datas importantes como formaturas e casamentos com o rosto totalmente branco, cheio de pó compacto que não é o meu número. Até que um dia minha amiga Amanda resolveu me dar um toque: - Ellen, seu número é o 3, da Vult. Não invente comprar genérico. Pronto. Resolvido um problema.

2) Mas aí me mudei para Alemanha e lá as meninas abusam do blush. Como a cada dia eu ficava cada vez mais branca, pálida, quase transparente, ia perdendo a noção do ridiculo e fazendo como as alemãs, acentuando (e bota ando nisso) as maças do rosto. O efeito de levar o pincel da bochecha em direção as têmporas deixa a expressão mais clássica e a face mais fina. Mas aí, quando fui morar no calorão de Ribeirão Preto tive que rever meus conceitos. Não era à toa que as meninas tinham make zero, cara lavadíssima. A tentativa de contrariá-las resultava em lápis de olho borrados antes mesmo de chegar no trabalho. Foi quando a amiguinha Cacau me ensinou: - Passe de levinho no meio da maçã, fazendo um círculo na região e dê umas batidinhas formando uma linha imaginária no meio do nariz, outra no queixo. Dá um ar bronzeado, como se você tomasse sol todo final de semana.

3) O principal, os olhos. Eu amo sombra preta, mas toda vez que estou diante de uma profissional elas me dizem: - Seus olhos são muito fundos, use sempre sombras claras para saltarem para frente. Mas eu odeio sombras claras (apesar de românticas) e amo meu olhar darkness. Então não fico nunca, nunca, nunca sem um lápis preto na parte inferior dos olhos, e agora resolvi comprar um rímel. Demorei anos escolhendo a melhor marca. Agora que tenho um AVON, odiei. Borro tudo que estiver pela frente na tentativa de realçar os cílios curtos.

4) E por último, a boca. Me orgulho do meu sorriso. Todo mundo na família já usou aparelhos dentários e passei por esta ilesa. Mas acho que tudo fica melhor porque amoooo sorrir. É o meu hobby favorito. Mas não rio de piadas, nem de gente que se acha, eu sorrio mesmo, de felicidade. Mas aí, um dia, usei um Veet creme para depilar o buço e queimei a parte de cima da boca. Já passei várias pomadas, fui no dermatologista, mas não clareou muito. Quem me vê de longe jura que sou mulher de bigodon. Eu amo batom vermelho (e está super da moda) mas evito passando um rosinha para não chamar muita atenção pra área.

Agora a dica: Se maquiar é básico. Se eu pudesse, ia dormir maquiada (mas não pode, tá gente?). Todo o visual muda com um batonzinho. Mas se você quiser caprichar comece com um corretivo. Depois passe a base líquida no tom exato da sua pele e espalhe com os dedos na face (não se esqueça do pescoço). Passe um lápis marrom rente aos cílios superiores e esfume. Em seguida, umedeça um pincel e espalhe sombra marrom na pálpebra, marcando o côncavo e o canto externo. Finalize espalhando sombra bege no canto interno dos olhos e abaixo das sobrancelhas. Na boca, batom nude (ou o da sua preferência).

E vamos ser lindas, mulheres. Lembre-se: nós podemos. Eles não.




JOGA FORA (no meu lixo)

Vou te dizer que frio, frio mesmo só senti ontem a noite (ainda assim voltando a pé para casa). E hoje para prevenir estreei o sobretudo que minha mãe comprou em Londres para mim.

Para acompanhar, uma malha de manga comprida listrada de amarelo com cinza. Vivo ouvindo: - tá bonita de abelinha. Apesar da piada ser velha, ainda acham graça. Decote em V é o truque minha gente, perfeito para quem não tem peito.

Tenho pego muita chuva no pé então arrisquei vir hoje de tênis com estampa de onça (mega fashion). O Keds tá de volta.

O brinco é uma gota prateada (comprado de um hippie em frente a Mackenzie).

Meus cabelos funcionam assim: lavo um dia sim, um dia não. No dia sim, está todo solto, ao vento. No dia não, tenho que prender com tranças, rabos ou coques.

Espero que gostem.