Como estou cansada de contar histórias de busão vou substituir a palavra ônibus por táxi, tudo bem?
Bom, ontem peguei um táxi* e para minha surpresa (imensa surpresa) o homem ao meu lado tinha tomado um banho do meu perfume favorito. Aquele perfume de macho, que já me fez atravessar o País flutuando como se ouvisse uma flauta mágica. As "notas de saída" duraram os exatos 10 minutos da primeira impressão.
Quando consegui sentar e o vento da janela já não batia na minha direção, pude reparar melhor nas "notas de corpo" que foram substituidas por um chiclete Bubaloo de morango, mascado por pelo menos umas 4 horas.
Eu tentava por tudo voltar ao cheiro inicial, puxando o ar profundamente com fungadas longas que pudessem me fazer esquecer da dor que esmagava meus joelhos. Foi aí que abaixei um pouco meu rosto e senti que as "notas de fundo" eram drasticamente lamentáveis. Aquele homem macho não era mais tão viril e FEDIA estrume, como se tivesse pisado numa grande bosta de cavalo.
Como podia? Nesta hora eu já estava voltando a realidade dura de ter que andar de táxi*... quando o celular dele toca no maior volume: "bate, bate, bate que eu tô gostando. me chama de cadela que eu te chamo de viado".
E ele atende: Alô??? Não, não, nãoooo. Esse dinheiro não era pra sapatos. Tá, tá, tá, compra então.
Desço do táxi* pensando se ele realmente se perfumou para ela ou se ela seria "aquela" que ficaria com o triste destino de limpar os sapatos.
A sorte é que por uma história só gastei 3 reais.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Cuidado com o que deseja
Eu desejei que ele fosse muito, muitoooooooo, muitomuitomuito, muito feliz. Eu desejei só o melhor pra ele. Então ele pegou as malas e foi pra bem longe de mim.
Ontem meu ônibus passou em frente ao apartamento dele. Como de costume olhei para janela do quarto, só que dessa vez ele não estava lá. Nem os quadros, nem os post-its, nem a coleção de DVDs, nem o perfume.
O ônibus lotado e eu de pé sentindo aquela dor no peito sem aviso, enquanto tentava sem sucesso limpar as lágrimas que escorriam como um cano arrebentado. Tentei chamar um técnico 24 horas, tentei tirar aqueles carros da frente para que eu pudesse sair dali o mais rápido possível, tentei não pensar no assunto.
Mas é difícil fazer as coisas acontecerem com o poder do pensamento quando na minha cabeça só tinha lugar para ele. Para as canções que ele me apresentou, para os abraços que ele me deu, para a cartinha de boas-vindas de quando voltei da Alemanha e ele dizia com tanta dor como sentiu a minha falta (ainda posso ver as lágrimas no papel escrito a mão).
Hoje a noite pego o avião e vou aproveitar os últimos momentos ao lado dele. Mas não vai ser sempre assim... Logo mais, eu sentirei a falta ainda maior como um buraco em meu peito.
E não estou falando de saudades, muito menos que eu o via todas as noites ao voltar do serviço, o que quero dizer é que eu sabia que ele estava ali (para quando eu precisasse) agora não está mais.
Ao meu irmão e melhor amigo, boa viagem.
Ontem meu ônibus passou em frente ao apartamento dele. Como de costume olhei para janela do quarto, só que dessa vez ele não estava lá. Nem os quadros, nem os post-its, nem a coleção de DVDs, nem o perfume.
O ônibus lotado e eu de pé sentindo aquela dor no peito sem aviso, enquanto tentava sem sucesso limpar as lágrimas que escorriam como um cano arrebentado. Tentei chamar um técnico 24 horas, tentei tirar aqueles carros da frente para que eu pudesse sair dali o mais rápido possível, tentei não pensar no assunto.
Mas é difícil fazer as coisas acontecerem com o poder do pensamento quando na minha cabeça só tinha lugar para ele. Para as canções que ele me apresentou, para os abraços que ele me deu, para a cartinha de boas-vindas de quando voltei da Alemanha e ele dizia com tanta dor como sentiu a minha falta (ainda posso ver as lágrimas no papel escrito a mão).
Hoje a noite pego o avião e vou aproveitar os últimos momentos ao lado dele. Mas não vai ser sempre assim... Logo mais, eu sentirei a falta ainda maior como um buraco em meu peito.
E não estou falando de saudades, muito menos que eu o via todas as noites ao voltar do serviço, o que quero dizer é que eu sabia que ele estava ali (para quando eu precisasse) agora não está mais.
Ao meu irmão e melhor amigo, boa viagem.
Assinar:
Postagens (Atom)