segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Meus meninos

Final de semana que vem minha mãe vai encontrar os colegas da facul para comemorar 30 anos de formados. É uma pena que só se vejam a cada década e que a vida tenha os levado para rumos tão diferentes. Mas acho importante que a gente encontre um pretexto sempre que possível para voltar (nem que seja só no coração) nos melhores anos das nossas vidas.

Os MEUS MELHORES AMIGOS (sempre digo isso de boca cheia) encontro 1 vez ao ano por pouquíssimas horas. Não sei se eles sentem o mesmo, mas para mim, este é o momento pelo qual eu não ligo que os dias passem tão depressa.

Posso envelhecer, posso engordar, posso mudar o corte do cabelo, posso fazer o que eu quiser, mas quando estou com eles me olham nos olhos e resgatam de mim o meu melhor: a menina de tranças e macacão.

Eu também olho nos olhos deles e tudo o que sinto é orgulho por terem crescido tanto, vontade de abraçar apertado e ficar ali sem precisar falar muita coisa, e saudade, muitas saudades.

Às vezes sonho com os 3. Ensaiando alguma peça teatral, passando horas no cinema depois de uma pizza hut com coca-cola, competindo pelo melhor lugar da sala, relaxando na piscina do Cacá, cantando em uma roda de violão, jogando futebol desajeitados ou apenas estendendo a mão com uma palavra de conforto quando a gente mais precisa.

Para mim, eles não cresceram. E o que acho melhor disso tudo é que eles entendem e aceitam o meu amor sem me julgar exagerada ou presa em alguma ilusão do passado quando os escolhi não só como os melhores amigos para sempre, mas como as pessoas mais dignas, inteligentes e admiráveis do mundo.

Hoje em dia, sou a primeira a dizer que não acredito em amizades que não são pautadas pela convivência diária. Eu sei que os amigos que fiz na faculdade, nas cidades onde morei, as pessoas que cruzaram meu caminho apenas existiram para me ensinar algo e ir embora.

Mas é muito louco saber de tudo isto e ter um lugarzinho especial guardado para eles no coração. Um pedacinho que me faz ser quem sou e ser feliz. Um pedacinho que me preenche e que me faz eternamente agradecida por amá-los tanto assim.

Este ano completamos 15 anos de amizade, e tudo o que eu quero é mais um pretexto para comemorar.