Nos filmes de terror sempre tem uma Ellen atuando. Coincidentemente, são elas que morrem primeiro. Elas são famosas por serem loiras, gostosas e burras. Meu sonho!
Mas também sou muito famosa. Sou a famosa menina que senta na segunda cadeira contando a partir da janela. A famosa que fica de costas para os chefes enquanto eles vêem o que ela conversa no MSN. A famosa que gosta muito de cantar e trocaria tudo por isso, mas não é profissional e nunca será descoberta.
Sou a famosa: Bom dia, tudo bem, e você? (sorrisinho).
Na minha tentativa de voltar ao anonimato e deixar esses fãs que tanto me perseguem, resolvi fazer muitas coisas que antes não tinha coragem por medo de ficar exposta. Como pintar o cabelo de loiro, por exemplo.
Sofri muito preconceito. Meu pai já me sugeriu tosar o cabelo pra ter de volta a filha dele. Meu noivo me propõe fazer uma surpresa e mostra fotos da menina que ele conheceu e se apaixonou no mesmo minuto (eu, versão morena).
Meu irmão não vê faz 6 meses. Minha avó pediu de aniversário que eu cortasse só 2 mãozinhas de comprimento. Meu padrim acha que está um pouco quebradiço. Minha melhor amiga jura que meu cabelo vai cair. E minha irmã cria fórmulas fantásticas no meu shampoo para que o tom fique menos alaranjado.
Com tanta torcida a favor. Quando os raios de sol batem nos fios, o que antes eu sentia: estou iluminada, radiante. Agora sinto: que calor fia da mãe! (xcxtrfsxereujjgthgjq)
Hoje, estou aqui no trabalho, vendo algumas mensagens subliminares: o supervisor cortou os cachinhos, a mais estilosa da turma cortou a franja, e o meu chefe está prestes a ter a cabeça cortada.
Quanta tensão no ar!
Olho no espelho e vejo que a minha raiz já cresceu de novo. Não é nenhuma novidade, já que ela é a única que cresce nessa empresa. No entanto, sinto que algo precisa mudar. E desta vez, não dá pra ser só os cabelos....
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
parati paravocê
Sem vocação para programas de índio. Eu e o nego mais uma vez nos lançamos em uma forte aventura. Cheia de altos e baixos, literalmente. Na sexta a noite, prevendo um final de semana daqueles de esquentar a bunda no sofá, resolvemos investir o dinheiro de um freela em uma viagem que ansiávamos desde o ano passado: qualquer lugar que não conhecíamos desde que tenha mar. Movidos por este desejo nem conseguimos dormir. Às 2h da manhã já estávamos de malas prontas dentro do carro. 563 quilômetros, uma previsão para 6 horas nas rodovias Anhanguera, Pedro I, e Dutra. Apesar da madrugada e dos pedágios exarcebados, a viagem seguiu tranqüila. O sono não veio e o sol nasceu mais cedo do que o imaginado. No entanto, só 93 quilômetros na estrada de Cunha já estaríamos na praia. Foi quando uma placa bem grande no meio da estrada anuncia: CUNHA INTERDITADA. E começa uma investigação que até hoje não foi solucionada. Depoimento do frentista: - É buraco que não acaba mais. Pouca gente consegue chegar. Ixi, você tem um kázinho? Não chega nunca. Depoimento de um senhor corajoso e lelé da região: Tá interditada, é? Essa placa deve estar lá faz anos. Eu iria. A prefeitura não vai arrumar mesmo! Depoimento da atendente do pedágio: Segue pra Barra Masa, Segue pra Manda Mansa. Nem pense em virar em Cunha. É só um pedagiosinho a mais. Você vai me agradecer. Depoimento do rapaz do SOS: Óh, você tem que voltar 260 quilômetros, mas eu iria por Ubatuba. Rio é arriscado. Enquanto isso meu braço direito já pegava fogo apoiado a porta. O sol estava esquentando e meus ânimos também, fervendo. Foi quando o nego resolveu me perguntar: O que você quer fazer? Eu chorei, né? Não tinha nada mais que eu queria fazer além disso. Chorei, chorei... olhei no espelho, aquela cara de arrasada, peguei a maquiagem na bolsa, enchi o rosto de pó de arroz, e contrariando a todos, decidi: -Não vamos voltar. Siga em frente. Sempre quis conhecer o Rio de Janeiro.
Bom, meu Rio não era aqueles morros sinuosos sem fim. Meu Rio não demorava 1 hora pra atravessar 7 quilômetros. Não chovia no Rio que sempre sonhei. Lá eu iria ver a Xuxa, o Cristo, não as favelas. Foi por essa e outras coisas que nem chegamos no Rio. Mas Barra Mansa, uma cidadezinha que precisamos contornar antes de chegar na capital, parecia mais Barra Pesada. Quando o nego falou, abaixa que vamos subir. Ele não estava brincando. A vizinhança era tão mal encarada que eu só rezava pra rua ter saída. Como estou aqui agora vocês sabem: tinha saída.
Passamos por Angra dos Reis, com belezas nada hospitaleiras. Passamos por Lidice. Passamos por Paraty. Isso mesmo, passamos direto. Não bastasse a viagem de 6 horas ter se transformado em uma de 14 horas e meia, viajamos 23 quilômetros a mais. E só percebemos que a cidade tinha ficado para trás quando estávamos novamente na divisa: Rio – São Paulo. Algo maior que a gente não queria mesmo que ficássemos ali. Prova disso, era que se tivéssemos continuado, em pouco tempo estaríamos em Ubatuba.
Depoimento do mocinho que vende pássaros de enfeite pra varanda: - Cunha, cunha dá pra passar sim. Muita gente já chegou viva.
Hahaha. Vai tomar no Cunha, né?
Enfim, demos meia volta e vimos porque tínhamos passado de Paraty. Ela é uma cidade minúscula, no meio do nada, de frente para o mar, que por sua vez é de frente pra tantas ilhas e morros que nem se parece aquele mar infinito, que a gente está acostumado, de se misturar com o horizonte.
No entanto, estamos aqui. Que lugar lindooooooo! Era o melhor que tinha pra exclamar. O dinheiro já tinha ficado no pedágio mesmo. Agora era apreciar a natureza.
Fiquei imaginando como minhas amigas me xingariam se tivessem aceitado meu convite e ido comigo. Mas estávamos só eu e o nego. E como sempre nos metemos nessas enrascadas, chega até a ser divertido. E foi. Ficamos um dia na praia. E entre perdas e danos, volta eu parecendo um camarão pra casa. Mas muito feliz. Não foi de todo ruim. Fiquei sabendo que aqui fez 38 graus na sombra.
Depois que já não deu certo surgem vários conselhos dos colegas de trabalho: você deveria ter levado uma baraca, deveria ter pego um barco e conhecido as ilhas distantes, puts, deveria....ter me falado que conheço um museu ótimo lá. Ou seja, eu não deveria ter ido pra lá.
Meu conselho PARATI: - Se depois te tudo isso ainda quer conhecer? Não vá por Cunha.
Bom, meu Rio não era aqueles morros sinuosos sem fim. Meu Rio não demorava 1 hora pra atravessar 7 quilômetros. Não chovia no Rio que sempre sonhei. Lá eu iria ver a Xuxa, o Cristo, não as favelas. Foi por essa e outras coisas que nem chegamos no Rio. Mas Barra Mansa, uma cidadezinha que precisamos contornar antes de chegar na capital, parecia mais Barra Pesada. Quando o nego falou, abaixa que vamos subir. Ele não estava brincando. A vizinhança era tão mal encarada que eu só rezava pra rua ter saída. Como estou aqui agora vocês sabem: tinha saída.
Passamos por Angra dos Reis, com belezas nada hospitaleiras. Passamos por Lidice. Passamos por Paraty. Isso mesmo, passamos direto. Não bastasse a viagem de 6 horas ter se transformado em uma de 14 horas e meia, viajamos 23 quilômetros a mais. E só percebemos que a cidade tinha ficado para trás quando estávamos novamente na divisa: Rio – São Paulo. Algo maior que a gente não queria mesmo que ficássemos ali. Prova disso, era que se tivéssemos continuado, em pouco tempo estaríamos em Ubatuba.
Depoimento do mocinho que vende pássaros de enfeite pra varanda: - Cunha, cunha dá pra passar sim. Muita gente já chegou viva.
Hahaha. Vai tomar no Cunha, né?
Enfim, demos meia volta e vimos porque tínhamos passado de Paraty. Ela é uma cidade minúscula, no meio do nada, de frente para o mar, que por sua vez é de frente pra tantas ilhas e morros que nem se parece aquele mar infinito, que a gente está acostumado, de se misturar com o horizonte.
No entanto, estamos aqui. Que lugar lindooooooo! Era o melhor que tinha pra exclamar. O dinheiro já tinha ficado no pedágio mesmo. Agora era apreciar a natureza.
Fiquei imaginando como minhas amigas me xingariam se tivessem aceitado meu convite e ido comigo. Mas estávamos só eu e o nego. E como sempre nos metemos nessas enrascadas, chega até a ser divertido. E foi. Ficamos um dia na praia. E entre perdas e danos, volta eu parecendo um camarão pra casa. Mas muito feliz. Não foi de todo ruim. Fiquei sabendo que aqui fez 38 graus na sombra.
Depois que já não deu certo surgem vários conselhos dos colegas de trabalho: você deveria ter levado uma baraca, deveria ter pego um barco e conhecido as ilhas distantes, puts, deveria....ter me falado que conheço um museu ótimo lá. Ou seja, eu não deveria ter ido pra lá.
Meu conselho PARATI: - Se depois te tudo isso ainda quer conhecer? Não vá por Cunha.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
zerei
CLIENTE: PITILLO
JOB: 10.986.745
CAMPANHA: SALVE AS BALEIAS
Pego o cronômetro. É como se eu estivesse no controle. Fingo estar, mesmo ciente de que dar o START e o STOP nada significa. Mais cedo ou mais tarde eles irão me descobrir aqui.
Altamente vigiada, não vejo pra onde correr, não tenho escolha. Isso já não me surpreende. Faço parte de um sistema de falhas. Sem eu, poderia dizer que o todo até seria menos errado. Não sou exemplo pra ninguém. Sou mais humana. Pontos a menos pra mim.
Eu podia estar agora na frente de um mar silencioso. Em silêncio também, como uma filmadora de tecnologia atrasada, sem áudio. Agora me vejo mais uma vez conectado ao REC e ao PAUSE, e quem dá o PLAY está de fora percebendo cada movimento por mais inexistente.
Meus pensamentos vagam mais uma vez. Eu mergulho no mar. De cabeça.
Me acharam. Estavam escondidos no subterrâneo. Desta vez a crítica veio pra apontarem que não gostam da minha maneira de nadar. No craw as minhas pernas não estão em sincronia com os peixinhos que já moravam ali antes de eu chegar. E créu, passa a ser a perfeita trilha sonora para esse desastre da natureza.
E só pra ninguém mais dizer que eu não finalizo bem, ou que começo um assunto e nunca termino: FIM.
JOB: 10.986.745
CAMPANHA: SALVE AS BALEIAS
Pego o cronômetro. É como se eu estivesse no controle. Fingo estar, mesmo ciente de que dar o START e o STOP nada significa. Mais cedo ou mais tarde eles irão me descobrir aqui.
Altamente vigiada, não vejo pra onde correr, não tenho escolha. Isso já não me surpreende. Faço parte de um sistema de falhas. Sem eu, poderia dizer que o todo até seria menos errado. Não sou exemplo pra ninguém. Sou mais humana. Pontos a menos pra mim.
Eu podia estar agora na frente de um mar silencioso. Em silêncio também, como uma filmadora de tecnologia atrasada, sem áudio. Agora me vejo mais uma vez conectado ao REC e ao PAUSE, e quem dá o PLAY está de fora percebendo cada movimento por mais inexistente.
Meus pensamentos vagam mais uma vez. Eu mergulho no mar. De cabeça.
Me acharam. Estavam escondidos no subterrâneo. Desta vez a crítica veio pra apontarem que não gostam da minha maneira de nadar. No craw as minhas pernas não estão em sincronia com os peixinhos que já moravam ali antes de eu chegar. E créu, passa a ser a perfeita trilha sonora para esse desastre da natureza.
E só pra ninguém mais dizer que eu não finalizo bem, ou que começo um assunto e nunca termino: FIM.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Amor com açúcar
Por 5 anos seguidos eu jurei pra quem quisesse ouvir que este dia não chegaria. Mas ele estava determinado desde a primeira vez que me viu. Dizia ter duas certezas na vida e uma delas é que iria ficar ao meu lado por toda a vida. Não posso negar que esse jeito de ter sempre certeza me chamou atenção. Esta e tantas outras qualidades escondidas atrás de um sorriso fechado, mas de um coração aberto que ele reserva para poucos. Acho que tem medo da quantidade de fãs.
Depois que eu o conheci, nenhum dia foi igual. Não foi como vocês imaginam: não éramos dois jovens passionais, mas queríamos ser. E nessa tentativa urgente de sermos felizes, fomos nos entendendo pouco a pouco. Até o dia que paramos para respirar e dizer sim, eu aceito não ter mais tanta pressa, eu aceito assumir que estou amando, e aceito as responsabilidades que vem de presente ao dizer SIM.
No meu caso, muito mais presentes do que deveres. Na qual meu único limite está no cartão de crédito (pausa para risos).
Sou feliz, calma e segura de que ainda irei me surpreender muito. E que terei uma pessoa linda testemunhando e fazendo parte de todas as nossas realizações.
Com ele descobri que planos quando sonhados juntos podem se tornar reais e melhor ainda, continuar com aquele ar mágico de “já te amo de outras vidas”.
Depois que eu o conheci, nenhum dia foi igual. Não foi como vocês imaginam: não éramos dois jovens passionais, mas queríamos ser. E nessa tentativa urgente de sermos felizes, fomos nos entendendo pouco a pouco. Até o dia que paramos para respirar e dizer sim, eu aceito não ter mais tanta pressa, eu aceito assumir que estou amando, e aceito as responsabilidades que vem de presente ao dizer SIM.
No meu caso, muito mais presentes do que deveres. Na qual meu único limite está no cartão de crédito (pausa para risos).
Sou feliz, calma e segura de que ainda irei me surpreender muito. E que terei uma pessoa linda testemunhando e fazendo parte de todas as nossas realizações.
Com ele descobri que planos quando sonhados juntos podem se tornar reais e melhor ainda, continuar com aquele ar mágico de “já te amo de outras vidas”.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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