Depois de insistir por meses, nem acreditei quando ele aceitou a proposta.
Aconselhei que fechasse bem os olhos, para se concentrar em sentir.
Por que não ouvi meus próprios conselhos?
Meus olhos abertos não me deixaram acreditar na minha própria mentira.
Que entre você e eu existe eu e você, e alguns sonhos descolados.
Perdi muita grana assistindo a comédias românticas no cinema. Perdi muito tempo, talvez toda a minha vida, acreditando que finais felizes existem.
A verdade é que a gente sempre quer o que não tem. Oh meu Deus! E quer tanto.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Fechar os olhos
Não me importo de perder oportunidades.
Não dou a mínima de perder as últimas novidades.
Tô nem aí de perder na loteria.
Não me comove perder o momento em que você foi mais feliz e eu não estava ali pra compartilhar.
Mas fico profundamente abalada em ver que por palavras tortas ou pela falta delas dei a entender que amava demais e perdi um amigo.
Perder um amigo pela incapacidade da outra pessoa de receber este meu amor. Perder o verdadeiro significado de que uma amizade representa por este amor parecer tão grande, cheio, impossível de carregar. Perder pelo medo de não poder retribuir a altura, mesmo que eu não tenha pedido nada em troca.
Um jogo absurdo de ter que dar provas e aceitar as consequências, quando tudo poderia ser mais claro quanto uma conversa jogada fora. Onde um sempre sairá magoado pelas certezas escusas que rolam como pedras rio abaixo.
Aqui, a ilusão construiu paredes, dormiu o mais profundo aconchego.
Acordei de solavanco com medo do vento forte que assobia em baixo da porta ser capaz de derrubar estes tijolos que eu, com tanto carinho e dedicação, ergui.
Acordei e não consegui pregar o olho novamente. Transformando o sonho de borboletas e flores brancas em um pesadelo de mal me quer.
Meu medo é querer tanto uma pessoa e ao invés disso afastá-la. Meu medo é ter acreditado tantos anos em uma amizade que na verdade não passava de pó.
Não dou a mínima de perder as últimas novidades.
Tô nem aí de perder na loteria.
Não me comove perder o momento em que você foi mais feliz e eu não estava ali pra compartilhar.
Mas fico profundamente abalada em ver que por palavras tortas ou pela falta delas dei a entender que amava demais e perdi um amigo.
Perder um amigo pela incapacidade da outra pessoa de receber este meu amor. Perder o verdadeiro significado de que uma amizade representa por este amor parecer tão grande, cheio, impossível de carregar. Perder pelo medo de não poder retribuir a altura, mesmo que eu não tenha pedido nada em troca.
Um jogo absurdo de ter que dar provas e aceitar as consequências, quando tudo poderia ser mais claro quanto uma conversa jogada fora. Onde um sempre sairá magoado pelas certezas escusas que rolam como pedras rio abaixo.
Aqui, a ilusão construiu paredes, dormiu o mais profundo aconchego.
Acordei de solavanco com medo do vento forte que assobia em baixo da porta ser capaz de derrubar estes tijolos que eu, com tanto carinho e dedicação, ergui.
Acordei e não consegui pregar o olho novamente. Transformando o sonho de borboletas e flores brancas em um pesadelo de mal me quer.
Meu medo é querer tanto uma pessoa e ao invés disso afastá-la. Meu medo é ter acreditado tantos anos em uma amizade que na verdade não passava de pó.
Não é história de pescador
Ele se cansou de brincar com o amor para se sentir desejado. Renunciou as 6 amantes, vendeu o carro com o som poçante e o motor potente, subverteu a dor da esposa que "crê em Deus, nosso senhor Jesus Cristo" aos domingos e passou a viajar quase todas as semanas.
Arranjou uma maneira de sempre deixá-la com saudades e fazer as saudades dela deixá-lo com mais tesão. Tornou a vida mais simples, menos dramática...não esperando envelhecer para começar a aproveitá-la.
Pode parecer loucura mas quando ele vai pescar, volta com muitos peixes. Agora seu esporte é pescar e soltar. Antes, seduzia o peixão, devorava e jogava fora a carcaça.
A quem diga que agora ele está óbvio demais, se tornou menos interessante. Para mim, ele se tornou homem. Um homem feito que sabe o que quer e continua cheio de paixão.
Mesmo que seja por um rio claro de águas calmas que dá banho em qualquer outro momento feliz que ele já viveu. Paixão por um rio que renova as energias, dá permissão para parar, olhar ao redor e contemplar a beleza de ser ali, naquele momento, apenas um pescador.
Arranjou uma maneira de sempre deixá-la com saudades e fazer as saudades dela deixá-lo com mais tesão. Tornou a vida mais simples, menos dramática...não esperando envelhecer para começar a aproveitá-la.
Pode parecer loucura mas quando ele vai pescar, volta com muitos peixes. Agora seu esporte é pescar e soltar. Antes, seduzia o peixão, devorava e jogava fora a carcaça.
A quem diga que agora ele está óbvio demais, se tornou menos interessante. Para mim, ele se tornou homem. Um homem feito que sabe o que quer e continua cheio de paixão.
Mesmo que seja por um rio claro de águas calmas que dá banho em qualquer outro momento feliz que ele já viveu. Paixão por um rio que renova as energias, dá permissão para parar, olhar ao redor e contemplar a beleza de ser ali, naquele momento, apenas um pescador.
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