quarta-feira, 17 de setembro de 2008

quartas sem tatás

Hoje é quarta-feira. Sempre gostei desse dia. Não é sexta que você é obrigado a sair pro agito e nem é domingo que você é obrigado a ficar em casa. Acho que o nego também gosta desse dia: ele encontra os amigos (só meninos, vejam bem) depois do futebol.
Pelo jeito minha vizinha nova também gosta. Ela é da espanha, mas está aqui fazendo um curso de hotelaria. Infelizmente só sai da cabine às 2h da tarde. Antes disse é um som espanhol na maior altura desde às 9h da manhã. Eu que sou muito ligada as músicas não reclamo, mas juro que não imaginava que minhas curtas férias seriam assim.
Hoje acordei com Jipsiking (não sei como escreve, perdone). Corri pra abrir a janela e adivinhem? Errou quem disse que estava chovendo de novo. Peguei vocês, hehe. Mas o frio estava compátivel com a minha vontade de ficar debaixo dos lençois. Isso mesmo, começou o frio. Finalmente minhas duas malas repletas de moletons vão ter sua justificativa.
Olhei para janela a espera de alguma Tatá apontando ao lado de fora. Será que nessa quarta não vou receber nenhuma visita? E é isso que quero contar hoje. Como foram as minhas duas últimas quartas-feiras com minhas grandes amigas TATÁ.
Acompanhei toda trajetória da Taís todas as vezes que foi a São Paulo tentar um visto pra morar em Londres. Somos amigas há 7 anos, dos tempos de faculdade em Ribeirão (na verdade, da turminha ela foi a única amiga de quem não perdi contato). Era um pouco inevitável. Já que todos estão casados nesse momento, tocando suas vidas em algo nada haver com a publicidade e espalhados por esse Brasil a fora.
A Tatá, apesar de dizer que tem o sonho de casar, não me convence muito de que se enquadra nesse perfil. Não conheci ninguém que fizesse amizades tão instantânea, e que quizesse levar seu sorrisão pra todo o mundo. Ela é assim: ainda vai fazer todos estrangeiros sambarem. E depois de 3 meses em Londres me concedeu uma grande visita.
A expectativa foi maior do que o que pude proporcionar, mas ela acha que eu acredito que ela gostou.
Estávamos no auge do calor. Não precisa trazer agasalho, eu disse. Fui buscá-la logo cedo no aeroporto e já tinha feito amizade com 3 evangélicas que estavam vindo em uma missão religiosa pra Amsterdam. Eu sem saber de nada indiquei que ficassem ao lado do principal parque daqui. Detalhe: o parque em que é permitido fazer sexo depois das 22h. Tudo bem. Pegamos o trem 3 em direção a Central Station e de lá fui mostrar toda a cidade a pé.
Cadê as pessoas? E esse frio, de onde veio sem previsão? A cidade estava deserta. Imagina o quanto tive que gastar de saliva pra justificar o que nem eu mesmo sabia.
E como comparar Londres (a cidade que sonho em conhecer) com Amsterdam (o paraíso romântico e liberal)sem as pessoas exêntricas que enchem as ruazinhas de alegria.
Fizemos o passeio trivial: DAM, REMBRANT E LEDSPLEIN e voltamos para um cochilo no barco. Depois fomos a noite conhecer a RED LIGHT e terminamos em uma boatezinha que eu entro de graça aqui. Não posso me esquecer de uma parada no Burger King em que eu insisti a mostrar pra ela que o sanduiche é bem melhor do que o do MC Donalds (onde ela trabalha em Londres)e quando, entre uma mordida e outra ela conhecer o IAN, amsterdanense, gatinho (como ela disse e ele logo entendeu o recado). Infelizmente tinha que trabalhar e não deu a honra de nos acompanhar naquela noite morta.
Voltamos cedo pra casa e na minha má sucedida tentativa de conseguir um colchão emprestado dividimos a cama. Ela jura que dormiu bem. Amassada na parede? Duvido.
No outro dia resolvemos olhar a cidade por outro ponto de vista. Um passeio de barco fofo. Esse eu gostei. Saudades.
Já na última quarta foi tudooooooooooooooo diferente. A cidade estava um agito e o tempo nunca passou tão rápido. Foi a vez da outra Tatá.
Às 6h da tarde eu estava no aeroporto esperando a Tamara e o Henrique na volta de um congresso em Budapest. Eles só iriam passar uma noite aqui e pegariam o próximo vôo de volta a Belo Horizonte. A Tamara morou comigo em Ribeirão, sem dúvida conhecer as minhas irmãzinhas (ela e a Cá)foram os melhores presentes de Deus. Eu não há via fazia 1 ano e meio. Desde que fui comemorar seu casamento em Sacramento. E ela estava linda como sempre. Quando a vi, abracei de sufocar, e chorei sem parar por minutos. O Henrique também estava um amor. Falante que nunca vi igual. Costuma ser tão reservado. Ou seja: essa combinação de ânimos, saudades e novidades fez a nossa noite borbulhar. O passeio deles foi um pouco mais calmo: coffee shop, comprar lembrancinhas, tirar fotos e sentar em um barzinho sossegado. Quando percebemos, ainda no primeiro copo de cerveja, o bar já estava fechando. Eu não sabia que aqui fechava a 1h da manhã. Que pena! Como eles estavam em um hotel isso era a completa indicação que a noite tinha acabado e tinhamos que nos separar. Meu ônibus chegou tão rápido que nem tive como me despedir. Se eu perdesse aquele só uma hora depois. Então peguei. E fui pra casa com a sensação que tinha tanto mais a falar, tantos abraços a dar, é, com aquela sensação de que amigos de verdade só no Brasil mesmo, e com a certeza de que eles sempre estarão lá pra mim.

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