segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pontinhos estratégicos

Acabo de sair da minha primeira experiência acupuntural. Isso mesmo. Minha amiga estava passando pelo site da Unimed quando viu que agora faziam acupuntura pelo plano. Como a minha intenção é fazer valer a fortuna que pagamos por mês, resolvi ver para crer.

A doutora ficou louca comigo. Preciso diminuir a ansiedade. Preciso parar de sentir fome. Preciso sarar a minha dor nas costas. Preciso cortar minha gastrite pela raiz. Preciso. Ah, preciso de tanta coisa...

Foi quando ouvi: - Não quer cuidar da pele também? Seu rosto tá horrível.
Obrigada. Era o que eu falaria. Mas como estava de bom humor, preferi me calar.

Começamos enfim o exame (oral). Foi quando descobri seus poderes paranormais.

A doutora foi pegando na minha panturilha e dizendo: você tem aguentado muito nestes últimos 3 meses. Tudo saiu do seu controle. Seu fígado está sofrendo. Não dá para aguentar tudo. Você precisa falar, parar de guardar. E eu: uhum.

Qual é sua cor preferida? Azul? Então seu problema é nos rins. Você vai 2 vezes por noite ao banheiro? Não tem idade de levantar tanto a noite. Tá parecendo uma velha.

Deixa eu ver sua lingua. Tá flácida. Você não consegue ficar sem massa e odeia amargo. Chocolate só os bens doces. Você come açúcar.

Hummmm, sua pulsação. Tá tão fraquinha. Você morre de sono às 3h da tarde. Mal consegue se aguentar em pé.

Descanse aí uma meia horinha que já volto.
Como assim? Descansar nesta maca? Mal cabe meu braço que aliás está adormecendo todo em 3, 2, 1. Pronto. Já não sinto meus dedinhos. E como relaxar com o corpo coberto de agulhas? O ar-condicionado vai me quebrar no meio.

Doutora, minha cabeça começou a doer. O que você ativou aqui? Tá furando meu cérebro.
Eu só pensava. Não precisa gritar Ellen. Logo, logo essa meia horinha passa. Não grita, caramba.
Bom, não passou. E quando ela chegou a dor mais parecia uma enchaqueca. Tava tudo dominado.

Doutora, minha cabeça tá doendo bem aqui óh. Aí ela colocava uma agulha na testa. E agora?
Agora andou para atrás da nuca. Aí ela colocava uma agulha na nuca. E agora?
Agora andou para atrás dos olhos. Vou vomitar. Exatamente aonde? Ela perguntava.

Depois de dar 6 voltas completas por todos os lugares que eu conseguia nominar, ela disse: Eu não queria fazer isso com você, é sua primeira sessão, mas vai doer. E antes que ela pudesse falar doer, enfiou uma agulha entre a unha e o dedão do pé que me fez pular com um choque de 180 watts.

Passou? Não tinha passado, mas eu preferi apenas acenar um sim com a cabeça.
Aí ela colocou a mão na minha cabeça. Parecia compreender minha dor. Parecia que ficaria em silêncio, ao meu lado, esperando, se eu precisasse dela a algum momento. Foi então que falou: - Seu cabelo cai demais? E antes que eu pudesse responder, continuou: É que a sua testa é tãoooo grande.

Consegui abrir os olhos ao mesmo tempo que esboçava um sorriso: - É de família mesmo, é de família.

4 comentários:

van disse...

hahahhahahah e a parte que ela é vidente? ahahhahahaha

Ellen Pitillo disse...

Nussa, é mesmo Van. Esqueci de dizer: - Que cor você mais gosta? Preto? Então seu problema é no fígado.

cacau r.resende disse...

HAAAAAAAAAAAA! Elia, você se superou! Esse foi um dos melhores amiga, amei, amei, amei!
Mto bom me senti totalmente no seu lugar...

Um sonho a dois disse...

Ellenzita linda!!!
Mesmo com tanto sofrimento vc consegue ser hilária, kkkk.
Te amo, bjs.